Georgia Guidestones e os Dez Mandamentos da Nova Ordem Mundial

Por Cláudio Suenaga

As Pedras Guia da Geórgia (Georgia Guidestones), também chamadas de “American Stonehenge”, no condado de Elbert, estado da Geórgia, a 72 quilômetros de Atlanta, foram construídas em junho de 1979 pela empresa Elberton Granite Finishing a mando de um desconhecido sob o pseudônimo de R. C. Christian.

Inaugurado em 22 de março de 1980 (dia do equinócio de primavera no Hemisfério Norte, um dia sagrado para o ocultismo, o satanismo e sociedades secretas como a Skull and Bones) com a presença de cem pessoas, o monumento de 5,87 metros de altura é composto por seis pedras de granito: uma no centro com quatro pedras ao redor, em posições verticais, além de uma pedra acima das cinco, em posição horizontal.

Todas as pedras juntas pesam mais de 119 toneladas e estão astronomicamente alinhadas. As quatro grandes pedras estão dispostas em uma configuração de “pás” gigantes, que são orientadas para os limites do movimento do Sol durante o decorrer do ano e também mostra as posições extremas do nascer e pôr do Sol no seu ciclo de 18,6 anos.

Na coluna do centro há um furo em direção a estrela Polaris (Estrela Polar), a mais brilhante da constelação Ursa Menor, e um entalhe que se alinha com os solstícios e equinócios.

Há uma pequena mensagem no topo, escrita em quatro línguas antigas: babilônio, sânscrito, grego e hieróglifos egípcios.

Há também uma tábua de instruções cravada no chão, a oeste do monumento. A tábua identifica a estrutura, características astronômicas, patrocinadores – identificados apenas como “um pequeno grupo de americanos que procuram a idade da razão” – e as línguas usadas. O mais intrigante são os dados de uma cápsula do tempo enterrada a 6 pés (1,8 metros) sob a tábua, sendo que a data para sua reabertura foi deixada em branco.

Gravados em oito línguas modernas (inglês, espanhol, suaíli, hindi, hebraico, árabe, chinês e russo), “Os Dez Mandamentos da Nova Ordem Mundial” conclamam a redução drástica da população, uma nova religião, um governo mundial baseado na histeria ambientalista e no abusivo jogo de palavras que sugere harmonia, mas oferece escravidão:

  1. Manter a humanidade abaixo de 500.000.000 em perpétuo equilíbrio com a natureza.
  2. Controlar a reprodução sabiamente – aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade.
  3. Unir a humanidade com um novo idioma vigente.
  4. Controlar a paixão – fé – tradição – e todas as coisas com razão moderada.
  5. Proteger povos e nações com leis e tribunais justos.
  6. Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas em um único tribunal mundial.
  7. Evitar leis insignificantes e governantes desnecessários.
  8. Equilibrar direitos pessoais com deveres sociais.
  9. Valorizar a verdade – beleza – amor – procurando a harmonia com o infinito.
  10. Não ser um câncer sobre a Terra – Deixar espaço para a natureza.

De boas intenções, diz o velho ditado, o inferno está cheio. Para que a meta de manter a humanidade abaixo de 500 milhões em perpétuo equilíbrio com a natureza seja atingida, 95% da população mundial terá de ser eliminada.

Realizado seis anos antes da construção das Pedras Guia da Geórgia e dez anos depois do assassinato de Kennedy, O filme O Assassinato de um Presidente (Executive Action), dirigido por David Miller e com roteiro de Dalton Trumbo (1905-1976), baseado em história do escritor Donald Freed (1933-) e do advogado e ativista Mark Lane (1927-2016), que em 1966 foi o primeiro investigador a desmascarar a Comissão Warren em seu livro Rush to Judgment: A Critique of the Warren Commission’s Inquiry into the Murders of President John F. Kennedy, Officer J.D. Tippit and Lee Harvey Oswald,[1] traz um diálogo revelador entre James Farrington [Burt Lancaster (1913-1994)], um especialista em black ops, e o líder da conspiração, o milionário Robert Foster [Robert Ryan (1909-1973)]. Insatisfeito com a orientação cada vez mais tolerante e “liberal” de Kennedy em relação aos direitos civis dos negros e ao comunismo – o pacto firmado com a União Soviética de um Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares afigurava-se como o primeiro passo para o desarmamento nuclear, e a Ação de Segurança Nacional (Memorando 263), de 11 de outubro 1963, acenava com a retirada das tropas norte-americanas do Vietnã do Sul até o final de 1965, Foster manifesta preocupação com o futuro dos Estados Unidos e particularmente da elite dominante branca, prevendo que a população mundial até o final do século XX chegaria a casa dos 7 bilhões, “a maioria deles morenos, amarelos ou negros. Todos eles com fome, todos eles determinados a se reproduzir. Eles sairão das regiões de onde nasceram para a Europa e a América do Norte.” Foster vê a Guerra do Vietnã como uma oportunidade de conter a explosão demográfica do Terceiro Mundo e reduzir a população mundial em 550 milhões: “Daí o Vietnã. Um grande esforço lá nos dará o controle do sul da Ásia nas próximas décadas. E com bom planejamento, podemos reduzir a população em 550 milhões até ao final do século. Eu sei. Eu vi os dados. Parecemos deuses que leem o Livro do Juízo Final, não é? Bem, alguém tem de fazê-lo.” Foster acrescenta que eles poderiam aplicar as mesmas técnicas de “controle da natalidade” lá desenvolvidas para reduzir o excesso de população dos grupos indesejados (brancos pobres, negros e latinos) no próprio Estados Unidos.

Em 1988, o príncipe Philip [Filipe da Grécia e Dinamarca, duque de Edimburgo (1921-), marido da rainha Elizabeth II e consorte do Reino Unido desde 1952, aliás o consorte mais velho e de maior reinado na história da monarquia britânica] manifestou o desejo de, caso venha a reencarnar, ser “um vírus mortal” que reduza a população mundial. Bill Gates (1955-) defendeu o uso de vacinas para reduzir a população mundial enquanto falava numa conferência do TED (Tecnologia, Entretenimento e Design) em fevereiro de 2010. Para Gates, as vacinas devem ser usadas para reduzir a população da Terra, controlar o aquecimento global e reduzir as emissões de CO2. Gates afirma que uma maneira de alcançar o objetivo da redução de COé reduzir a população humana. Assegurando que a população se dirige perigosamente à cifra dos 9 bilhões, Gates disse: “…se fizermos um trabalho realmente bom com as novas vacinas, a Saúde e os Serviços de Saúde Reprodutiva (ou seja, a indústria do aborto), poderíamos reduzir a população em talvez uns 10% ou 15%” (de 680 milhões a 1 bilhão e 20 milhões de pessoas). Logo depois, a Fundação Bill e Melinda Gates se comprometeu a doar US$ 10 bilhões para vacinar crianças em todo o mundo.

Nota:

[1] Lane, Mark. Rush to Judgment: A Critique of the Warren Commission’s Inquiry into the Murders of President John F. Kennedy, Officer J.D. Tippit and Lee Harvey Oswald, London, Bodley Head1966.


Fonte: claudiosuenaga.com.br

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